sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

“E na verdade, que me perdoem, mas o que os outros pensam, é apenas o que eles pensam. O que os outros dizem, é apenas o que eles dizem. Eu sei quem sou e posso surpreender”

Para quem não me conhece e quer conhecer lá vai... sou compulsiva, neurótica, obsessiva, paranoica, temperamental, rude, egoísta, sensível, chata, sincera, reservada, distraída, boba, desconfiada, corajosa, medrosa, idiota, triste, feliz, diferente, normal, confiável, não confiável, sistemática, ignorante, sem noção, educada, respeitosa, sem respeito, aspirante a intelectual... Intensa.

Às vezes sou tão intensa que ajo com precipitação. – Já caí de bicicleta, já tentei fugir de casa, já disse que ia me matar, já briguei na escola, já enchi a cara de cachaça e fui parar no hospital (as vezes acontece hehe), já desmaiei e fui pro hospital também (alias o hospital já parece minha segunda casa hehe), já tive que sair as pressas para outra cidade por extrema alergia nos olhos que o oftalmologista definiu como: “uma dor mais dolorosa que um câncer, seu nervo se retorceu”, meu cachorro é teimoso muito influencia minha dizem – e eu amo meu cachorro, já chorei até desidratar por alguém que não merecia, já chorei até desidratar por alguém que merecia, já tomei banho de chuva, já fiz guerra de barro tomando banho de chuva, já fiquei no sol demais e depois perdi minha pele que nem cobra, já me queimei com calda de chocolate, tenho cicatrizes no corpo que não sei como apareceram (nem quero saber), a tarraxinha do meu brinco já entrou dentro da minha orelha, já engoli chiclete, já fugi de casa, já abracei muito forte alguém, já me despedi de alguém na rodoviária, dizem que cai do berço e depois me trataram com Gardenal, (tontos) já disse que amava alguém, já fui ‘corna’, já fui traída por uma amiga, já traí uma amiga, já falaram mal de mim, já falei mal dos outros, já apaguei todas as fotos do meu Orkut, já apaguei todas as comunidade do meu Orkut, já apaguei meu Orkut, e adivinha? Tenho Orkut, coloquei as fotos novamente e atualmente tenho mais de 79 comunidades, eu tenho mania de entrar no perfil das pessoas e olhar comunidade por comunidade (compulsiva assumida de analisar comunidades). Já me afoguei na piscina, já me afoguei no rio, já tropecei em uma pedra (está bem, já tropecei em tudo que você imaginar, sou distraída mesmo), já tropecei em uma madeira – caí – e bati a testa com tudo em um rolete de madeira (meu pai me levou pra casa correndo e não me deixou dormir com medo de eu entrar em coma), já coloquei uma toalha na cabeça e fingi ser uma super-heroína, já tive inveja da mulher gato, já pulei em cima da cama da minha mãe porque parecia uma cama elástica (hehe), meu irmão já cortou meu cabelo que ficou surpreendentemente feio, já dancei música da Xuxa, já dancei música do RBD, já fui fã de Bob Esponja – Três espiãs demais – Naruto – Dragon Ball – etc – etc, as vezes me divirto vendo canal político, já dei risada da desgraça dos outros, já riram da minha desgraça, já beijei por simplesmente beijar, já beijei porque gostava, minha amiga já quebrou a chave da minha casa e tivemos que quebrar a grade da janela pra pular a janela e entrar dentro de casa, só beijei 12 meninos em toda minha pequena vida e minhas amigas já passaram do numero 30,  beijei pela primeira vez a alguns anos atrás, me arrependo pelo menos da metade dos que beijei, já soquei meu computador, já dei um jeito de estragar a televisão da sala, já dei um jeito de perder meu MP3 e dizer que roubaram, já dei um jeito de perder minha câmera digital e dizer que roubaram, toda vez que saio de casa fico mais pobre porque sempre perco algo, já passei vergonha alheia, já passei vergonha particular, já caí na frente de todo mundo, já tentaram me agarrar, um velho tarado, tenho vergonha de contar a história do velho tarado para as pessoas, já coloquei culpa em alguém pra não criar problemas pra mim, já assumi a culpa por alguém, já virei o ano num hospital (novidade!!! tendo minhas filhas), já saíram lágrimas de meus olhos por causa da minha alergia e disseram que eu estava chorando por alguém (droga, não sou despeitada – no sentido figurado), já pintei o cabelo, já fui meia loira, ruiva e hoje sou morena, já quase coloquei fogo na casa sem querer (graças a Deus que existia um anjo chamado Elisangela pra apagar), já comi até minha barriga doer, já mandei um menino ‘catar coquinho’ porque ele não fez o que eu esperava, já me decepcionei e mandei pro inferno, tenho a naturalidade de me afastar de tudo que não está bom, sou realmente muito sistemática, já me expliquei para as pessoas mas elas não acreditaram ou entenderam ao contrário – então hoje não me explico mais, já tentei fazer ciúmes para alguém e não deu certo – hoje simplesmente não me importo –  já dei respostas inoportunas por simplesmente evitar o desnecessário – perguntas desnecessárias, respostas idiotas – objetividade, basicamente. Já me afastei para não me apaixonar, já larguei pra não sofrer mais, já sofri, já tomei soluções drásticas: “cansada de alguém? Larga! Comeu demais? Vomita”. Já me arrependi de várias coisas, já fiz a escolha errada, já li um livro até ter dor de cabeça, já escutei atrás da porta, – já passei vontade, já discuti com meu irmão na frente de todos, já tive vontade de matar meu irmão na frente de todos, (amo meu irmão) já esqueceram meu aniversário três vezes – em três anos consecutivos, já agradeci alguém, já me desculpei sem precisar, já me senti ignorada, já me senti muito ignorada, já me senti sozinha, já me senti muito sozinha, já fiquei sozinha em casa e ouvi barulhos estranhos – peguei uma faca e então descobri que era o cachorro atrás do maldito gato que estava no seu período fértil na noite anterior e não me deixou dormir – não salvei o gato do cachorro tive vontade em ajudar o cachorro a matar o gato – mas passei vontade, já passei vontade, já passei muita vontade porque não queria fazer o que estava errado, nunca ‘dei’ (entenda como quiser hehe), já doei minhas roupas e me arrependi, já sonhei em ser professora, já me vesti de índia, já fui coroinha, já chorei vendo as estrelas, já me vesti de branca de neve, já comi ração de cachorro, já quis morrer para não sentir a insegurança de perder...Já perdi alguém importante, Já fiz muitas besteiras, mas mudei, evoluí. Sou mais forte e confiante, mais observadora e analítica, sou mais certa e coerente, não faço mais com os outros o que não quero que façam comigo, não dou lição em ninguém que me magoa – apenas sou feliz sem prejudicar ninguém – e é a minha maior vingança, procuro ser uma pessoa melhor – cultivar bons sentimentos.

Passou... e eu sobrevivi. E eu vou viver muito ainda, sofrer muito, errar muito, aprender e ser feliz. Eu vou vencer! – Não importando o que as pessoas pensam de mim, eu vou correr atrás de meus objetivos e sonhos – vou deixar as pessoas livres. Eu vou ser simplesmente eu, intensa e de fases, mas vou ser alguém com um bom coração.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eu não queria sentir tanto por pessoas que não sente nada por mim, mais fazer oque… eu sou assim, eu sinto.


Eu tenho sempre essa vontade de te contar todas as minhas histórias e opiniões e saber o que você pensa delas. Saber o que você pensa da política econômica da áfrica. Do aquecimento global. Do cinema brasileiro. Da lei anti fumo. Disso tudo. E das suas histórias. É sempre essa vontade de te ter por perto. E quando você está por perto é sempre essa necessidade de prestar atenção em tudo que faz, como faz e te olhar e te ouvir e te sentir. De dentro pra fora.
Eu adoro o jeito como você fala, como me olha, como sorri. Adoro a maneira como trata as pessoas, como anda, como se veste. Adoro tudo o que você diz e a sua percepção da Terra.
Não sei dizer que saudade é essa que não passa com a presença. Que urgência é essa em devorar tudo que vem de ti, sem nenhum erotismo e também sem nenhum pudor. Não sei nomear o que sinto, mas sinto, sinto, sinto... Como se fosse possível. Como se fosse verdade.
O que te dizer? Que te esperarei um dia em uma rodoviária, em um aeroporto, em uma mesa de restaurante ou no portão? Que te acredito? Que consegues mexer fundo, dentro, dentro de mim?
Não digo nada. Me finjo adulta, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti. Ora sede, ora a própria água. Ora sagrado, ora piada.
Perdoe excessivas e obscenas carências, pieguices e subjetivismos, mas é essa confusão dentro de mim também.
Talvez eu ria de mim quando isso passar. Talvez nem seja isso. Eu não sei bem o que sinto. Talvez tudo. Talvez nada.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Quero

 
Quero sentir medo. Quero sentir paixão, sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas...
Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.
Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. 
E celebrá-la, como se eu pudesse ser a última no mundo a senti-la...