quarta-feira, 30 de março de 2011

...Eu te amando desse jeito, sonhando noite após noite o mesmo sonho, uma saudade sem parar deixando o vestido molhado. 
Eis que surge sua boca
com a mesma voz mansa e diz: "estou farto, farto de ti!" 
Veio assim devagar e foi levando tudo pelo caminho, atrapalhou o jantar, a música cessou na cozinha, matou um pouco de mim. 
O mundo ficou tão grande e cheio de gente, você se foi num filme
casual, fiquei garimpando palavras num prato de salada é um amor inútil. 
Quem me dera o tempo em que não dava conta de nada! 
Essa poesia surgiu em meio à calamidade e espera que nunca tenha resposta, pois ninguém vê essa moça chorando e no
mesmo horário a cafeteira tem vida própria e
nenhuma conversa para seguir e o desespero procura
por palavras pela caverna da sua boca como se assim te ouviste de novo...
Um dia esquecerei...

terça-feira, 29 de março de 2011

Pra Sempre Te Amar


Estou completamente confusa,
Não sei mais o que pensar
Se hoje te quero incansavelmente,
Amanhã já não quero mais te amar.
Me sinto insegura.
Me preocupo tanto com os outros...
Que me esqueço,
Me perco.
Se pudesse te ter ao meu lado...
Mas não posso.
Não devo.
Em vez disso,
Me escondo
Por trás de palavras inúteis.
Me refugio,
Nas idéias impossíveis,
ridículas.
Criações de minha mente
Confusa.
Completamente
Sem rumo,
Mas que sempre segue em sua direção.
Caminho longo,
escuro e perigoso
É a estrada para o seu coração
Requer cuidado , atenção.
A desarmonia ecoa forte,
para algum lugar...
Continuará assim, sempre
Enquanto na confusão de minha mente
Permanecer a idéia
Que te amarei eternamente.

sábado, 26 de março de 2011

Vamos ver se eu aprendi tudo... (na teoria)

1) Decore a seqüência:
a) Entra no carro - fecha a porta - pisa na embreagem - verifica se o banco está na posição certa - arruma o banco - checa os espelhos - arruma os espelhos.
b) Liga o carro - afunda o pé na embreagem - coloca a primeira marcha - pisa levemente no acelerador - tira lentamente o pé da embreagem até achar o ponto e segura o pé - desaperta o freio de mão - seta para a esquerda - verifica espelho esquerdo - sai lentamente.
c) Tira o pé da embreagem - acelera um pouco mais - dá um arranque no carro - tira o pé do acelerador - pisa na embreagem - troca a marcha para a segunda - tira o pé da embreagem - pisa no acelerador.

d) Lê a placa PARE - pisa lentamente no freio - afunda o pé na embreagem - coloca a seta para a direita - coloca em primeira marcha - espera o ônibus passar - espera o carro passar - espera o outro carro passar - espera o outro - e o outro - espera meia hora - tira o pé do freio - pisa levemente no acelerador - entra na Avenida César Lattes.
e) Pisa na embreagem - tira o pé do acelerador - coloca em segunda marcha - fica atrás do ônibus - afunda o pé no freio - assusta o instrutor.
f) Deixa o carro morrer - pisa na embreagem - coloca em ponto morto - tira o pé da embreagem - liga o carro - pisa na embreagem novamente - coloca em primeira - pisa no acelerador - canta os pneus - atropela a pomba - apavora os pedestres.
g) Sobe a ladeira - verifica o farol amarelo no topo do morro - acelera em primeira - freia bruscamente em cima do pedestre - puxa o freio de mão - espera o farol abrir - pisa na embreagem - pisa levemente no acelerador - desaperta o freio de mão - deixa o carro descer - continua deixando o carro descer - escuta xingamento para a mãe - escuta xingamento para a avó - mobiliza a César Lattes - chama a atenção de todo transeunte da avenida - faz as pessoas apontarem para o carro rosa da auto-escola - arranca gargalhadas dos motoristas de ônibus - vê a cara de pena de outro condutor-aprendiz - tira as esperanças do instrutor.
heheheheheh
Agora a parte séria:
Para ir pra frente, você aperta a embreagem, engata uma marcha e vai pisando no acelerador com a mesma velocidade e delicadeza que vai tirando o pé da embreagem.
Em determinado momento você tem um ponto de equilíbrio e percebe que o carro começa a andar. Em outras palavras, você conseguiu estabelecer um bom nível de comunicação e ele começa a te obedecer.
A partir daí você tem uma segunda tarefa, guiar o carro para onde deseja que ele vá, para isso é necessário o uso do volante.
Os carros trabalham conforme a velocidade e a força. Em um outro momento, perceberemos que o carro não precisa mais de tanta força pra poder andar, pois ele já saiu do seu estado de inércia e ganhou um pouco de velocidade (física aplicada).
Aí, chegamos na segunda lição: Para dirigir, você precisa ter sensibilidade. Ao diminuir a força e aumentar a velocidade é preciso “trocar de marcha“. O raciocínio lógico é fácil. Quanto maior o número da marcha, maior a velocidade e menor a força que o carro precisa pra andar.
Você sente quanta força o carro precisa fazer e alia isso a velocidade que você deseja que ele atinja. O carro tende a te obedecer com níveis de resposta absurdos. Ou seja, caros leitores, dirigir um veículo, qualquer que seja, é um ato mecânico e lógico.
A primeira vista, pra quem não conhece bem do riscado, parece meio complicado. Mas, conforme a experiência - seu tempo de boleia - e seu nível de nervosismo, essas coisas deixam de ser mecânicas e passam a ser movimentos involuntários, tal qual os batimentos cardíacos. E, pode se tornar involuntário a ponto das pessoas começarem a se sentir a vontade para fazer peripécias.
Conclusão: Dirigir um veículo, é tarefa fácil pois é mecânica. Em contrapartida, exige prática e certo grau de sensibilidade motora do condutor.
Agora se o infeliz tem cãmbio automático???
A transmissão automática opera as mudanças de marcha sem interferência do motorista e efetua o trabalho da embreagem — seja nas mudanças, seja nas saídas e paradas — de modo automático. Além do ganho significativo em conforto, tende a preservar o motor de maus tratos, pois impede a variação brusca de rotação que se pode obter num câmbio manual. Por não se tratar de sistema mecânico por engrenagens, ocorre ligeira perda de rendimento, com reflexos também no consumo. Mas essa diferença vem se reduzindo com seu aprimoramento.
Dirigir um automóvel de câmbio automático é mais simples do que pode parecer. Com raras variações, suas posições de trabalho são: P, parking ou estacionamento; R, reverse ou marcha a ré; N, neutral ou ponto-morto; D (drive), 3, 2 e 1, marchas à frente. Alguns modelos possuem cinco marchas, outros quatro ou mesmo três. Há marcas que adotam a letra L, de low (baixa), para a primeira marcha.
Na maior parte do tempo mantém-se a posição D, que permite operar em todas as marchas, de acordo com a velocidade, topografia e pressão no acelerador. As posições inferiores devem ser utilizadas apenas para obter freio-motor, como ao descer uma serra.
Como o câmbio tende a subir marchas quando a aceleração é aliviada ou interrompida, manter uma marcha inferior (como 3 ou 2) pode ser útil em situações específicas, como no trânsito urbano ou numa estrada em aclive.
A posição P deve ser mantida com o veículo estacionado e é indicada para ligar e desligar o motor — em alguns modelos a chave não pode ser retirada com a transmissão em outra posição.
Um cuidado importante é sempre frear ao engatar D e ao permanecer parado com qualquer marchacarro de câmbio automático é naturalmente acelerado, soltar o freio leva-o a andar lentamente, o que pode causar acidentes. No trânsito pesado ou ao parar por mais de um minuto, passar ao ponto-morto elimina a necessidade de frear e representa ligeira economia de combustível. engatada: como o
Todo veículo de transmissão automática possui um recurso denominado kick-down. Consiste num botão sob o acelerador que, pressionado pelo uso de todo o curso do pedal, provoca redução de marcha para melhorar as respostas do motor. Basta aliviar a pressão no acelerador para que uma marcha superior seja novamente engatada.
Um ligeiro retardo nesta operação, retendo mais as marchas reduzidas, é a principal diferença dos programas esportivos que algumas transmissões oferecem. Outra é a possibilidade de acelerar até um regime de giros superior ao atingido no programa convencional ou “econômico”.
O botão ou seletor do programa esportivo pode ser acionado com o veículo em movimento e em qualquer velocidade sem nenhum problema. Finalmente, o programa de “inverno” permite sair em terceira marcha e mostra-se adequado a terrenos de baixa aderência, como neve, gelo e lama.
No caso de aclives, os fabricantes recomendam usar o freio de serviço ou o de estacionamento para manter o carro imobilizado, e não o acelerador. Mas, conforme a inclinação, apenas soltar os pedais pode ser suficiente para a parada.
No caso da embreagem automática adotada por alguns modelos, como o Mercedes Classe A, é imperativo frear o veículo nestas condições, pois a transmissão convencional não tem a capacidade de mantê-lo imóvel em subidas.
Ainda assim há maior facilidade que num modelo sem o recurso, pois a ausência de pedal de embreagem
facilita o uso do pé esquerdo para frear.
Ufa!!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Polegarzinha Também conhecido como “Mindinha”

Era uma vez urna mulher que queria ter uma criança bem pequena e não sabia como. Foi procurar uma bruxa e perguntou:
— Como posso ter uma criança bem pequenininha?
— Vamos ver – disse a bruxa. — Pegue este grão de cevada e plante num vaso. — Muito obrigada – disse a mulher, dando doze moedas à bruxa.
Voltou para casa e plantou o grão no vaso. Nasceu uma flor grande e bonita mas com as pétalas fechadas.
—É uma flor linda. – E a mulher beijou as pétalas coloridas. No mesmo minuto, a flor se abriu e a mulher viu lá dentro uma menina pequenininha, do tamanho de uma polegada.
Por isso, recebeu o nome de Polegarzinha. Seu berço era uma casca de noz e o colchão era feito de pétalas de violeta. De dia, brincava em cima da mesa: a mulher enchia um prato com água e, numa folha, Polegarzinha navegava remando com pedacinhos de crina de cavalo. Era uma cena linda. A menina cantava com uma vozinha doce.
Uma noite, Polegarzinha dormia na noz quando entrou pela janela a Dona Sapa, grande, feia e molhada.
— Aí está uma boa mulher para o meu filho — disse a sapa.
Pegou a casca de noz e foi embora pulando para o jardim. Dona Sapa morava com o filho na lama da beira do rio no fundo da casa. O sapo era feio como a mãe e deu uns gritos quando viu a menininha.
— Não fala alto que você vai acordar a criança e ela pode fugir. Vamos pôr uma folha de nenúfar no rio, de modo que ela não possa escapar. De manhãzinha, a menina acordou e começou a chorar, vendo que estava cercada de água, sem poder ir para a terra.
Dona Sapa, depois de enfeitar a casa, nadou com o filho até onde estava Polegarzinha.
— Este é o meu filho que vai casar com você. Vocês vão morar muito bem na lama.
O sapo só deu uns gritos. Polegarzinha chorou muito. Uns peixinhos apareceram e ficaram com pena dela. Juntaram-se e roeram o caule que prendia a folha. Quando ela se soltou, foi arrastada pelo rio, levando Polegarzinha para bem longe dos sapos. Ela foi passando por muitos lugares.
— Como ela é bonita — disseram os passarinhos.
Uma borboleta pousou na folha. A menina, toda contente, amarrou uma ponta do cinto na borboleta e outra na folha, que começou a deslizar mais depressa. Um besouro veio, agarrou Polegarzinha pela cintura e voou para uma árvore. Que susto enorme! E que aflição por causa da borboleta amarrada na folha! O besouro deu ruim botão de flor para a menina comer e disse que ela era muito bonita, mesmo sendo tão diferente dele. Outros besouros vieram visitar e disseram:
— Ela só tem duas pernas. Que esquisito! E não tem antenas. Parece gente. Como é feia!
O besouro, que achava a menina linda, acabou acreditando e desistiu dela. Desceu da árvore e deixou a menina num canteiro de margaridas, Ela ficou lá chorando.
Sozinha, passou o verão e o outono. Fez uma cama de galhos trançados e colocou debaixo de uma folha bem grande para não apanhar chuva. Comia néctar das flores e bebia orvalho das Folhas.
Quando o inverno chegou, os passarinhos foram embora e as flores murcharam. Polegarzinha começou a sentir frio. Um só floco de neve cobria seu corpinho de uma polegada.
Atravessando um trigal, ela chegou à casa dos ratos do campo.. Dona Rata teve pena quando Polegarzinha pediu comida.
— Entre, menina. Minha casa é quentinha. Venha comer. Você pode ficar durante o inverno, se me ajudar a limpar tudo e me contar histórias. A menina ficou muito contente e fez o que foi pedido.
— Vou receber a visita do vizinho — disse um dia Dona Rata. — Ele tem uma capa preta, Você podia se casar com ele, que vive melhor do que eu. Ele não enxerga e bem que gostaria de ouvir suas histórias.
Polegarzinha não gostou muito da idéia. O Senhor Toupeira chegou com sua capa preta. Quando ouviu a voz da menina cantando, se apaixonou por ela. Mas, como era tímido, não falou nada. Ele cavou um túnel entre a sua casa e a casa de Dona Rata. Com um pedaço de madeira fosforescente, saiu na frente clareando o caminho. Chegaram num lugar onde estava um pássaro morto de frio. Polegarzinha ficou com muita pena.
— Que coisa triste ser passarinho! — disse o Senhor Toupeira— Que bom que nenhum filho meu é passarinho. Um bicho assim morre de fome no inverno.
— O senhor tem razão — disse Dona Rata.
Polegarzinha não falou nada mas, assim que os outros se viraram, deu um beijo nos olhos fechados do passarinho. “Quem sabe foi ele que cantou para mim no verão”, pensou ela.
De noite, Polegarzinha não conseguiu dormir. Levantou-se e fez um cobertor que levou para cobrir o pássaro morto.
— Adeus, passarinho! E obrigada pelo seu canto do verão, nas árvores verdes e debaixo do sol! – Encostou a cabeça no peito do passarinho e levou um susto. Ela tinha ouvido bater o coração. Ele não estava morto e, ao ser aquecido, voltou à vida. Polegarzinha ficou com medo mas cobriu melhor o passarinho. Na noite seguinte, ela voltou e o passarinho abriu os olhos por um momento.
— Obrigado, criança, pelo calor que você me trouxe. Vou ficar bom e vou voar de novo no céu e no sol.
— Lá fora está muito frio. Fique aqui que eu trato de você.
Ela trouxe água numa pétala. O passarinho bebeu e contou como tinha se ferido e não tinha podido seguir com os companheiros para a terra quente.
Polegarzinha tratou do pássaro durante o inverno. Não falou nada com o Senhor Toupeira e com Dona Rata. Quando a primavera chegou, o sol esquentou o chão. Polegarzinha abriu um buraco e o passarinho começou a se despedir. Perguntou se ela não queria voar com ele.
— Não posso – disse a menina, pensando na tristeza de Dona Rata. Adeus, menina!
E saiu voando pelo céu cheio de sol. Polegarzinha acompanhou o vôo com os olhos cheios de lágrimas. A menina ficou ainda mais triste porque não podia sair, pois o trigo cresceu muito e virou uma floresta para quem tinha só uma polegada.
— No verão você pode fazer o seu enxoval – disse Dona Rata, pensando no casamento de Polegarzinha com o Senhor Toupeira.
Todas as noites, ele vinha visitar as duas e sempre dizia que queria se casar no fim do veráo. A menina não estava nada contente com a idéia. Toda manhã, ela via um pedacinho de céu azul e sentia muita saudade do passarinho. Quando começou o outono, Polegarzinha terminou o enxoval.
— Daqui a um mês você vai se casar – disse Dona Rata.
Polegarzinha começou a chorar, dizendo que não gostava do Senhor Toupeira. — Que bobagem! — falou Dona Rata — Ele vai ser um bom marido. Ele é rico e tem. uma cozinha muito boa.
No dia do casamento, o Senhor Toupeira veio buscar a noiva. Polegarzinha estava triste porque nunca mais ia ver o sol. Quis despedir-se dele e foi até a frente da casa.
— Adeus, sol! Dê lembranças ao passarinho!
Nesse momento, escutou um canto e viu o passarinho. Ele ouviu a triste história do casamento e disse:
— O inverno vem aí e eu vou para a terra quente. Você quer vir comigo?
Vamos para longe do Senhor Toupeira e de sua casa escura. Vamos para onde o sol brilha e onde há sempre flores. Venha comigo, menina que me salvou a vida!
— Vou, sim!
Sentou-se nas costas do passarinho, amarrando-se muito bem com o cinto.
Voaram por cima de mares, florestas e montanhas. Polegarzinha sentiu frio e se enfiou na penugem do pássaro, só com a cabeça de fora para ver as maravilhas
do vôo. Chegaram na terra quente, cheia de sol, céu azul e árvores perfumadas carregadas de frutas. Crianças corriam nas estradas brincando com borboletas coloridas. No alto de um castelo de mármore estava o ninho onde o pássaro morava.
— Esta é a minha casa – disse ele. — Mas se você preferir, pode morar nas flores lá embaixo.
— Que bom! – disse a menina batendo palmas.
No chão, junto a uma coluna partida, cresciam flores lindas, O passarinho voou levando a menina. Polgarzinha estava radiante. No meio de uma flor, estava sentado um homenzinho transparente. Tinha uma coroa de ouro, asas nos ombros e era do tamanho de Polegarzinha. Era o Anjo das Flores. Em cada flor morava um desses, homens e mulheres, mas aquele era o principal.
— Como ele é bonito! — disse Polegarzinha para o pássaro.
O anjo se assustou com o tamanho do pássaro, mas ficou alegre encontrando a menininha mais bonita que ele tinha visto. Ele tirou a coroa da cabeça e colocou nela. Perguntou o nome dela e quis saber se ela queria casar com ele, tornando- se rainha das flores. Como ele era diferente do filho da Dona Sapa, como era diferente do Senhor Toupeira com sua capa preta! Ela disse que sim. De cada flor saiu um homenzinho ou uma mulherzinha com presentes para ela. O melhor presente foi um par de asas de uma mosca branca, que foram coladas nas costas da menina. Ela agora podia voar de uma flor para outra. Todos estavam muito contentes e o passarinho, que via tudo lá de cima, cantava com alegria.
— Seu nome não vai ser mais Polegarzinha — disse o Anjo das Flores. — Não é um nome digno de uma princesa. Você vai se chamar agora Maia.
— Adeus! — disse o passarinho.
E foi embora de novo da terra quente em direção à Dinamarca. Lá ele tinha um ninho na janela da casa de um grande contador de histórias. Foi dele que eu ouvi esta.

 Um Conto de Hans Christian Andersen
Ilustrações: Margaret Tarrant

quinta-feira, 24 de março de 2011

Olhos verdes cismadores,
Olhos que fazem pecar,
Os pobres dos trovadores,
Que nêles vão se inspirar.
Olhos verdes que iluminam,
As densas lutas do mal,
São dois punhais que assassinam,
Dando esperança ao mortal.
Milagres dos mais estranhos,
Se um dia casasse Deus,
Meus olhos que são castanhos,
Aos verdes dos olhos teus.
Se o caminho destinado ,
Que me reserva o bom Deus,
Seja sempre iluminado,
Pelos verdes olhos teus.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Treimando o meu querer...

Um dia o dia parou, eu parei... e quis voltar amor.
Fiz as malas, peguei somente o necessário, aquele vestido estampado...
Voltei querendo, desejando ardentemente as suas carícias. 
Voltei disposta a abrir meu coração para você, onde sempre fez morada.
Voltei com toda vontade para conquistá-lo, fazê-lo refém deste inusitado sentimento que me abraçou... 
Voltei completamente apaixonada por você!
Voltei amando-te... 
Estou encantada e não sei como controlar tal impulso desta atração.
Voltei ansiando por aqueles momentos de alegria, que só você foi capaz de despertar.
Voltei querendo tudo...
Voltei querendo você!
Estou aqui querendo, desejando que você venha correndo, me buscar e com um sorriso no olhar me dizer:
Estava morrendo de saudade de você!!!

terça-feira, 15 de março de 2011

Homens e corset...

Antes que todos saiam correndo vamos contar um pouco sobre a história do CORSETS:

corset_historia Difícil dizer precisamente quando foi criado o corsets, mas há registro de peças parecidas no inicio do século XV e XVI e era conhecido como “Bodices” ou “Stays” era usado na estruturação de um corset barbatanas de baleia, todas as peças eram cortadas e acabadas manualmente, uma a uma, a partir das partes de tal animal.

Depois da Revolução Francesa e a ascensão de Napoleão o estilo Neoclássico fez com que os Bodices ou Stays caíssem no desuso, mas esse estilo durou pouco e tão logo e os antigos Bodices se passaram a ser chamados de Corsets a estrutura mudou tornando mais “confortável”, e em 1800 essa evolução fez criar barbatanas de metal e ate mesmo o fecho q é usado ate hoje e chamado de busk.

Mas onde entra o homem em toda essa historia? Foi no século XVIII junto com Dandismo que os homens passaram a usar mais abertamente o Corsets, pois o dandismo remetia aquilo que era belo no corpo masculino a forma, o meio de se vestir elegante, refinado, mas tudo isso não era bem aceito pela sociedade e alguns homens passaram a usar o Corsets como correção de postura ou ajudar nas dietas, um meio de usar sem ser mau visto.

Corsets_masculinos

Com o fim do Dandismo, o uso de Corsets pelos homens caiu no esquecimento, voltando no final do século XIX de uma maneira mais sombria e fetichista, vivendo quase em um submundo, por assim dizer. Mas no início do novo século o homem mais out-fit e a busca por um corpo modelado faz do Corsets uma boa pedida. Estilistas, como Alexander Mcqueen, já usaram os corsets masculinos em desfiles. E aqui no Brasil Madame Sher é rainha na produção dessa peças.
 
      Modelo masculino - Madame Sher

Existem modelos mais acinturados e modelos menos acinturados, mais próximos do colete convencional. ( Como os das fotos acima) O que acham? Vcs usariam?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eva meu amor




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Perola aos porcos... Aprendi!


Sentia-me nas nuvens
quando conheci você.
Viajava em suas palavras
tão sentidas, pareciam sinceras .
Havia sintonia de pensamentos,
até achava que era um anjo!
Nossos corpos vibrantes,
carentes, sedentos de paixão.
Acreditei, mas sabia que arriscava,
porque tudo parecia um sonho...
Acreditei que encontrara o amor,
devido ao meu insensato coração.
O tempo foi passando...passando... 
E, eu esperando... esperando...
Sofri...
Como eu chorei... 
Hoje aprendi.

Um minuto de Elen Paiva


gosto de sentar na grama e sentir o vento no rosto.
gosto de ver o dia amanhecer
gosto da luz do fim de tarde.
gosto de contar estrelas e admirar a lua cheia
gosto de poesia, versos
gosto de ler
gosto de ser mimada
gosto de falar pouco
gosto de me encaixar no abraço das pessoas, em um abraço
gosto de conversar olhando nos olhos.
gosto de fingir que não sei que estou sendo observada.
gosto de meias bonitas e coloridas.
gosto de fazer chantilly.
gosto de cutucar comida na geladeira.
gosto de sorrisos.
gosto de surpresas.
gosto de árvores.
gosto de amarelos, vermelhos, pretos
gosto de morango com danoninho
gosto de misturar doce com salgado
gosto de conhecer pessoas.
gosto de saber sobre quem eu conheço.
gosto de ouvir.
gosto que me ouçam.
gosto de fantasiar sobre possibilidades distantes.
gosto de sonhar acordada
gosto de escrever sem compromisso.
gosto do cheiro de coisas novas.
gosto de observar os outros dormindo.
gosto de tomar banho de chuva.
gosto de lugares altos.
gosto da tarde se sol
gosto de frio.
gosto de pulso, orelhas e mãos.
gosto de ganhar carinho na bochecha.
gosto de pão de queijo.
gosto de ter sempre trident no bolso.
gosto de cheirar o papelzinho do trident.
gosto de pessoas que sabem agradar.
gosto de pessoas descontraídas.
gosto de barba e cabelo jogadinho.
gosto do meu mate doce.
gosto de fazer chazinho e sentar na janela do meu quarto e ficar olhando o céu.
…
Gosto de pisar em folhas secas 
Gosto de rabiscar enquanto falar ao telefone
Gosto do barulho da chuva
Gosto de estourar plástico bolha
Gosto de contar os números da placa dos carros
Gosto de relembrar as sensações
Gosto de andar descalço no chão gelado
Gosto de afundar os pés na areia 
Gosto do cheiro de livro novo
Gosto de cantar a música preferida bem alto
Gosto do barulho da mordida da maça 
Gosto de banhos quentes até que os dedos fiquem enrugadinhos
Gosto de rever fotos antigas
Gosto de arrancar fios de cabelos irregulares
Gosto de dormir até não poder mais
Gosto de receber um sorriso de alguém que nem conheço
Gosto de casa arrumada
Gosto de estar sempre arrumadinha
Gosto de perfume, cremes 
Gosto de maquiagem
Gosto das palmas de pé depois de uma peça ou dança
Gosto de guardar tudo em caixinhas
Gosto de comer brigadeiro de colher
Gosto de sentar na calçada
Gosto do melhor vinho
Gosto de caminhadas
Gosto de Rezar para agradecer somente
Gosto de viver
Gosto de ser amada
Gosto de AMAR

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pra Sempre Te Amar

 Não sei,
Se ele demora ou se vai chegar
O dia é feito pra te encontrar
E nunca mais te ver partir
Eu sei,
O destino, não vou negar
Mas como dói ter que esperar
Sabendo que você foi feito pra mim

Você,
Eu não consigo parar de pensar
Seu toque, sua boca, seu olhar,
E o sorriso que um dia me conquistou
Você,
Eu só te peço pra não demorar
Nem sinto medo de me entregar
Se tudo em mim só pede você

Eu vou, vou,
Te esperar,
Pra Sempre te Amar
E nunca mais dizer adeus
Eu vou, vou,
Me esquecer, do mundo e você,
Vai só comigo sempre ficar

Você,
Nessa loucura de te abraçar,
E aquele medo estampado no olhar,
E aquele beijo que um dia, quase roubou,
Você,
Eu só te peço pra não demorar,
Nem sinto medo de me entregar
Se tudo em mim só pede você

Eu vou, vou,
Te esperar,
Pra Sempre te Amar
E nunca mais dizer adeus
Eu vou, vou,
Me esquecer, do mundo e você,
Vai só comigo sempre ficar

Só quero te amar,
Até me perder em você...
Só quero sonhar...
Deixar o dia amanhecer!

Eu vou, vou,
Te esperar,
Pra Sempre te Amar
E nunca mais dizer adeus
Eu vou, vou,
Me esquecer, do mundo e você,
Vai só comigo sempre ficar

Só quero te amar...
Deixar o dia amanhecer...

(Composição: Fantine; Karin)
ROUGE

Pra Sempre Te Amar




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quarta-feira, 9 de março de 2011

Minha inspiração vem de coisas que nos fazem querer fechar os olhos, mas ao mesmo tempo nos dão vontade de ver...

Hoje 
Acordei assim cheia de você
Do seu jeito estranho mascarado
 
Me levantei e passei o dia te odiando  
Meu telefone não tocou e eu nem liguei
Assisti filmes ouvi músicas e nada de você me interromper 
Fui ao mercado e não te vi em nenhum rapaz 
Li versos poesias e não chorei sua falta 
Abri a janela e o vento tinha cheiro de chuva apenas 
Quando foi chegando o frio da noite  
Chorei

domingo, 6 de março de 2011

NOVIDADE!!! Esmalte que muda de cor ,de acordo com a temperatura de seu corpo

Na teoria, quando você está calma, seu corpo está mais frio e, em dias mais quentes ou quando você está mais agitada, ele fica de outra cor.


                                     quente                frio


quinta-feira, 3 de março de 2011

É como olhar para dentro de mim mesma e sentir quão pouco eu sei sobre mim.
É como me perder num labirinto abstrato de emoções desconhecidas.
É como naufragar em águas calmas e esperar lentamente a dor chegar.
É como dançar com a hipnose das estrelas cadentes.
É como receber a notícia de uma sentença perpétua.
É como domar uma fera e querer ser dominado por ela.
É como se olhar no espelho e ver a imagem de outra pessoa.
É como estar preso em grades invisíveis.
É como ser rendido por mil homens armados.
É como ser roubado pelo melhor amigo.
É como estar submisso a quem se mais despreza.
É como perder a noção do espaço, do tempo, do chão.
É como ficar nua em meio à multidão.
É como ser invadida por centenas de finas agulhas.
É doloroso, é fúnebre, é tenso...
É atraente, é ofensivo, é invasivo.
É ácido, é sutil, é amargo.
É frio, é carregado, é temeroso.
É inseguro, é preciso, é lascivo.
Olhar-te é, por fim, é um plácido suicídio de sentimentos em mim.

terça-feira, 1 de março de 2011

Eu te amo, com respeito que não me aceites,
Com o pulsar do meu peito e o tocar das mãos.
Eu te amo com palavras,
Pois só seus ouvidos ouvirão a minha voz
Na forma mais pura da paixão.
Eu te amo de um jeito simples,
Bem do jeito que você é...
Eu te amo na certeza que sempre saberá onde estou.
Eu te amo pacientemente na incansável arte de esperar.
Eu te amo da maneira mais inexplicável e insano.
Eu te amo incondicionalmente.
Foi assim que aprendi com meu Pai.
Ao ponto da sua vida me entregar.