terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eu não queria sentir tanto por pessoas que não sente nada por mim, mais fazer oque… eu sou assim, eu sinto.


Eu tenho sempre essa vontade de te contar todas as minhas histórias e opiniões e saber o que você pensa delas. Saber o que você pensa da política econômica da áfrica. Do aquecimento global. Do cinema brasileiro. Da lei anti fumo. Disso tudo. E das suas histórias. É sempre essa vontade de te ter por perto. E quando você está por perto é sempre essa necessidade de prestar atenção em tudo que faz, como faz e te olhar e te ouvir e te sentir. De dentro pra fora.
Eu adoro o jeito como você fala, como me olha, como sorri. Adoro a maneira como trata as pessoas, como anda, como se veste. Adoro tudo o que você diz e a sua percepção da Terra.
Não sei dizer que saudade é essa que não passa com a presença. Que urgência é essa em devorar tudo que vem de ti, sem nenhum erotismo e também sem nenhum pudor. Não sei nomear o que sinto, mas sinto, sinto, sinto... Como se fosse possível. Como se fosse verdade.
O que te dizer? Que te esperarei um dia em uma rodoviária, em um aeroporto, em uma mesa de restaurante ou no portão? Que te acredito? Que consegues mexer fundo, dentro, dentro de mim?
Não digo nada. Me finjo adulta, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti. Ora sede, ora a própria água. Ora sagrado, ora piada.
Perdoe excessivas e obscenas carências, pieguices e subjetivismos, mas é essa confusão dentro de mim também.
Talvez eu ria de mim quando isso passar. Talvez nem seja isso. Eu não sei bem o que sinto. Talvez tudo. Talvez nada.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Quero

 
Quero sentir medo. Quero sentir paixão, sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas...
Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.
Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. 
E celebrá-la, como se eu pudesse ser a última no mundo a senti-la...