quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Não poderia deixar de fora as rasteirinhas...




Apesar de salto alto ser sinônimo de elegância e dar um certo status, poucas são as mulheres que resistem ao conforto das rasteirinhas. As sandálias chegaram de mansinho, sugerindo um estilo mais alternativo, e hoje já dominam os pés das mulheres em modelos que vão desde o chinelinho de praia até as versões mais elaboradas com pedras, brilhos e bordados para festas.
Um dos destaques deste Verão, são as que cobrem o calcanhar (modelo da foto) ou as que trazem fitas e laços para prender no tornozelo. As rasteirinhas foram inspiradas na Riviera Francesa da década de 60 e aliam a praticidade do salto baixo com a jovialidade da marca. As peças combinam listras, bolas, formas geométricas e flores com metalizados futuristas e materiais como verniz, palha, juta, corda, lona e novas texturas no couro.
Por serem práticas, confortáveis e bonitas, as rasteirinhas já se tornaram a tendência do Verão. Mas o sucesso tem sido tão grande entre o público feminino que o modelo deve continuar em alta para as próximas coleções. Prova disso é que estão sendo cada vez mais usadas com roupas sociais e para trabalhar. Os catálogos de moda também já adotaram de vez as rasteirinhas como opções para completar os look de balada. O bom é que, se bem escolhida, a mesma sandália usada no dia-a-dia pode ser o toque final do visual despojado para uma festa à noite.
Uma nova geração de mulheres, que pensam mais no bem estar, está encerrando aquele velho mito de que “qualquer sacrifício é válido para ficar bonita”. Até porque elas estão descobrindo que podem destacar sua beleza sem necessariamente ter de sofrer. A questão é: por que usar um salto alto se você consegue ficar tão feminina e charmosa quanto usando salto baixo? Isso é uma questão de estilo. Hoje a moda não dita mais o que se deve ou não usar, e o segredo das rasteirinhas é ter bom senso para combiná-las com as mais variadas peças do guarda-roupa.

Eu uso e aprovo!

Os longos estarão com tudo no nosso verão 2011.
Nada melhor para enfrentar os dias quentes de verão do que um vestido fresco e esvoaçante.
Coloridos, ousados ou em tons pastel, os vestidos longos vão da praia à festa na próxima estação.
Eles são confortaveis e versáteis e ficam muito bem com rasteirinhas ou mesmo com saltos mais altos.
Surgido nos anos 1970, o estilo tem dominado as passarelas.
As peças com a estética e o espírito dos anos 70 retornam aos holofotes em oposição ao minimalismo que reinou durante os anos 1990 e tem voltado à moda nas últimas coleções.
A estética traz a nostalgia do “paz e amor”, mas também reflete os dias de hoje, nos quais diversas pessoas se articulam em torno da idéia de um mundo mais livre e pacífico.
Dentre as peças que marcaram época, sem dúvida, está o vestido longo.
Confortáveis e femininos, eles dominarão o verão com certeza!
Eles irão da descontração às festas mais elegantes com a mesma classe.
Ouse nos detalhes, fendas e sensualidade, podendo compor um visual chique com bijouterias delicadas


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Hoje mesmo, ao comungar, junto ao altar todo em flor, dizia eu, bem baixinho: Fica comigo, Senhor!
Seja a primeira comunhão a mais doce recordação de nossa vida.

sábado, 27 de novembro de 2010

Depilação a parte gostosa da coisa.

Esperto sinceramente que depois de ler esse texto vocês valorizem mais aquela pitititica lisinha que sua mulher/namorada/ficante/taradaquevocêpegounabalada.
 - “Tenta sim. Vai ficar lindo.”
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu marido ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- “Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- “Vai depilar o quê?”
- “Virilha.”
- “Normal ou cavada?”

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- “Cavada mesmo.”
- “Amanhã, às… deixa eu ver…13h?”
- “Ok. Marcado.”

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique.
Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.
Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso
cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- “Querida, pode deitar.”
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus , era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- “Quer bem cavada?”
- “…é … é, isso.”

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- “Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- “Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- “Pode abrir as pernas.”
- “Assim?”
- “Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.”
- “Arreganhada, né?”

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- “Tudo ótimo. E você?”
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- “Quer que tire dos lábios?”
- “Não, eu quero só virilha, bigode não.”
- “Não, querida, os lábios dela aqui ó.”

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- “Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.”
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- “Olha, tá ficando linda essa depilação.”
- “Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.”

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. - “Me leva daqui, Deus, me teletransporte”. – Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- “Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?”
- “Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.”

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da puta arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- “Vamos ficar de lado agora?”
- “Hein?”
- “Deitar de lado pra fazer a parte cavada.”

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- “Segura sua bunda aqui?”
- “Hein?”
- “Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
”
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê… Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- “Tudo bem, Pê?”
- “Sim… sonhei de novo com o fiofó de uma cliente ou melhor com o fiofó da Elen."

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu twin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até aliviava minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- “Vira agora do outro lado.”
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra que? Será que ele merece tantoooo sofrimento meu assim?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- “Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.”
- “Máquina de quê?!”
- “Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.”
- “Dói?”
- “Dói nada.”
- “Tá, passa essa merda…”
- “Baixa a calcinha, por favor.”

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha!!!…como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
” – Prontinha. Posso passar um talco?”
- “Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.”
- “Tá linda! Pode namorar muito agora.”

Namorar…namorar… eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso . Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Se algum homem estiver lendo isso, imaginem: uma cera quente no meio das tuas pernas que logo em seguida será puxada por uma sadomasoquista sem piedade(e você sabe disso), então fica esperando aquela dor chegar e quando chega parece que sua alma foi junto. 
Desculpa-me as palavras feias.