quinta-feira, 30 de setembro de 2010
"Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só conseqüência".
Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes,
todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100
metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com
vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Um dos garotos
tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o
choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram.
Todos eles. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no
garoto e disse:
- Pronto, agora vai sarar!
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha
de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos
minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais... Mas com certeza, não eram
deficientes espirituais... "Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que
o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a
vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos...".
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Uma história extraordinária, que nos põe a refletir bastante no modelo de esportes que adotamos: o de competição; pois é verdade que esse modelo leva o homem a seu desenvolvimento pleno, e a busca da vitória faz surgirem recordes impressionantes... Por outro lado, isso anula, em grande parte, o que há de melhor e mais saudável no homem, o espírito de solidariedade, tanto no que disputa quanto nos que torcem. Seu lindo texto nos faz pensar em tantas coisas! Pois não é verdade que, olhando de certo ângulo, os portadores de deficiência sejamos nós, os que nos julgamos privilegiados de não portar nenhuma? Amei a história!
ResponderExcluirBeijo carinhoso
Marcelo