Naquela hora, meu coração fez "plim". Não que eu quisesse ou premeditasse algo, mas, se você não tivesse olhado para trás, bem possível que eu não entrasse em transe de repente.
A vontade nascendo feito flor brotando e a mão gelando que nem sapo no sereno. O mundo todo ficando pequeno, e um quase olhando o outro, mas desviando o olhar, que é para não ficar besta. Desses sentimentos que a gente sente e deixa passar, depois da festa. (Não serve nem para botar em um poema, porque deles a gente nunca lembra)
Mas de você eu guardo o brilho dos lábios a sorrir, disfarçando o olhar na multidão. Eu nem pensava que merecia sua atenção, às vezes, meu rosto até se escondia, sem graça por perceber que tinha sua graça de graça, e com direito a troco, o que é bem pouco pro amor que lhe dei.

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