Caminhando de volta para casa, já é noite. Sinto leves pingos de chuva tocando meu corpo. Olho pro nada e perco-me em minha própria mente. Desapareço. Me desligo do que é real e passo a viver num filme de lembranças que habitam em mim. Sonho mesmo estando acordada. Ouço nossos risos em perfeita harmonia, como se estivessem numa música. Sinto nossas mãos tocando uma a outra, como se fizessem parte de um único corpo, numa demonstração de perfeito carinho. Sinto o calor de seu corpo no meu num abraço apertado e desesperado. Sinto tua respiração no meu rosto e os teus lábios aproximando-se dos meus, até que ouço uma voz gritando meu nome. Acordo ofegante. Percebo que a chuva aumentou e que estou ensopada. Meu rosto fica corado demonstrando minha vergonha. Com olhos adiante e um riso interno continuo caminhando... Com os pés no chão digo a mim mesma: Foi apenas um sonho! Me veio na cabeça uma música que segui cantando em silêncio...
"Eu gosto tanto de você Que até prefiro esconder Deixo assim ficar Subentendido Como uma idéia que existe na cabeça E não tem a menor pretensão de acontecer Eu acho isso tão bonito de ser abstrato A beleza mesmo tão fugaz É uma idéia que existe na cabeça E não tem a menor pretensão de acontecer Pode até parecer fraqueza Pois que seja fraqueza então,A alegria que me dá Isso vai sem eu dizer E se amanhã não for nada disso Caberá só a mim esquecer E eu vou sobreviver O que eu ganho, o que eu perco Ninguém precisa saber..."
"Eu gosto tanto de você Que até prefiro esconder Deixo assim ficar Subentendido Como uma idéia que existe na cabeça E não tem a menor pretensão de acontecer Eu acho isso tão bonito de ser abstrato A beleza mesmo tão fugaz É uma idéia que existe na cabeça E não tem a menor pretensão de acontecer Pode até parecer fraqueza Pois que seja fraqueza então,A alegria que me dá Isso vai sem eu dizer E se amanhã não for nada disso Caberá só a mim esquecer E eu vou sobreviver O que eu ganho, o que eu perco Ninguém precisa saber..."

Nenhum comentário:
Postar um comentário